O CASTELO DE FARIA
(Por que há sobrenomes FARIA e FARIAS ?)
Texto histórico
Para a Família FARIA
Pesquisa: PROF.LUIZ FARIA

No norte de Portugal, na região do Douro, existia o Povoado de FARIA.
A menos de um quilômetro dali, ficava a divisa com a Espanha.
Para vigiar a fronteira, ali foi construída, no alto de um outeiro, uma fortaleza em pedras lavradas.
Tinha ela o tamanho aproximado de 100 metros quadrados. Servia para abrigar os soldados que montavam guarda.
Não muito distante, ficavam as casas do Comandante do Destacamento e a do Subtenente.
A fortaleza começou a ser chamada pelo povo de CASTELO DE FARIA. Este Castelo cujas ruínas ainda existem, tornou-se
famoso por causa de uma das batalhas havidas entre invasores espanhóis e a Guarda da Fronteira portuguesa.
O escritor narra que os espanhóis chegaram de madrugada e pediram para falar ao comandante, com a proposta de
deixá-los passar em paz, pois se dirigiam a um lugar onde se ajuntariam a seu exército.
Dom GONÇALO NUNO, o Comandante, temendo uma traição por parte dos espanhóis, mandou dizer às sentinelas que não
permitissem a passagem.

Os espanhóis cercaram a fortaleza e tomaram posição de ataque. Usando a estratégia de combate inglesa, que formava
três fileiras de 60 homens, distantes uma da outra cerca de dez metros.
A primeira fileira atirava com suas armas e se deitava no chão. Em seguida a segunda fileira atirava e fazia a mesma
coisa. Entrava a terceira fileira atirando, enquanto as outras recarregavam suas armas.
Os portugueses, sem nenhuma estratégia, atiravam pelas janelas e outras fendas da fortaleza. Mas não conseguiram
suportar por muito tempo. Os soldados espanhóis cercaram a fortaleza e invadiram-na, matando os ocupantes a golpes
de espadas.
Um ano mais tarde, as autoridades daquele Concelho (Distrito), se reuniram para considerar o fato tão lamentável,
quando oitenta mulheres ficaram sem os seus maridos e crianças ficaram órfãs...
Assim, foi enviado ao Rei Dom Manuel um pedido de Pensão às viúvas.
O Rei, não só concedeu a Pensão vitalícia àquelas famílias, como também definiu por um Decreto que os descendentes
daqueles heróicos soldados que tão bravamente defenderam o Castelo de Faria, usassem como acréscimo aos seus nomes
o epíteto "de Faria", para serem lembrados no futuro. Com o tempo, alguns habitantes do lugar também desejaram
adotar o sobrenome FARIA.
Porém, os Escrivães, conhecedores do Decreto Real, colocavam "Farias", para diferençar daqueles que usavam "Faria"
por direito adquirido pelo heroísmo de seus ancestrais.
CRIANÇAS DE ONTEM E DE HOJE
Prof.Luiz Faria
As crianças de outrora eram criadas sem teorias disso ou daquilo.
Elas cresciam junto com os adultos aprendendo com eles como viver.
Uns foram mais privilegiados: tiveram pais que foram bem educados na convivência de uma família que herdou dos
antepassados um acervo de bons princípios morais, religiosos e sociais.
A maioria, porém, cresceu ao "Deus dará". Do jeito que veio, vai.
Ouvi muitas vezes alguém dizer:
-O que vem de trás, toca pra frente!
Mas o mundo tem mudado muito, especialmente no tocante à educação dos filhos. Vejo pais e mães que, desde cedo, estão
inculcando na cabecinha da criança os bons princípios que, por sua vez, herdaram como a Honestidade, o respeito pelos
mais velhos e, sobretudo, à propriedade alheia.
A criança que, desde cedo, não sabe distinguir o que é dela do que é dos outros, certamente, no futuro, não irá
desenvolver um comportamento digno.
Numa casa de família há muitas coisas que a família guarda que têm pouco ou nenhum valor monetário. Essas coisas têm
significado sentimental.
Aí vem uma criança que vem "fuçando" em tudo o que é gaveta e vai separando coisas que ela nem sabe o que é, a quem
pertenceu ou ,se tem algum significado.
Um adulto, que sabe o significado daquele objeto diz: "Não Pode Levar Isso"!
Aí vem a choradeira do "caprichosinho" que não pode ser contrariado para não "crescer com trauma!"
Sempre tem alguém que interfere:
-Que que é isso? Deixa o menino brincar!
-Você também não brincou quando era criança?
Brinquei sim e muito. Mas sempre "apanhei" quando pegava o que era dos outros.
Ainda me lembro a primeira vez que apanhei do meu pai umas boas cintadas:
Procurava algum brinquedo e fui à gaveta de ferramentas do meu pai. Peguei dois formões bem afiados que serviam para
assentar fechaduras. (Eu não sabia disso)
Sai e fui cortando tudo o que via pela frente: cadeira, mesa, batentes de porta e até tijolos.
Naquele tempo, a gente primeiro apanhava e depois é que ficava a sabendo o porquê tinha apanhado!
Mais tarde, depois que tive casa, filhos e ferramentas, é que fiquei sabendo o mal que tinha causado... Mas, precisei
apanhar para aprender o que era ferramenta... Acho que não cresci com nenhum Trauma Psicológico, porque, fui
aprendendo a conversar com a criança, explicando o que era o certo, antes de mais nada!
08/09/2010
MINISTRO PAULO BERNARDO VEM A ANDIRÁ
Luiz Faria
Neste dia 10 de setembro
esteve em Andirá o Ministro Paulo Bernardo do Planejamento da Área Federal.
Sua excia. veio para efetuar a Transferência à título de Cessão de Posse de 14.500 metros quadrados de terras outrora
pertencentes à Estrada de Ferro, nas cercanias da Estação Ferroviária de nossa cidade para o Município de Andirá.
Estiveram presentes, além do Senhor Prefeito e a 1ª Dama, os membros da Comissão para Preservação do Patrimônio
Histórico e Cultural, cuja Presidenta é a Professora Sirlei de Freitas Aguiar, Vereadores, representantes de Empresas,
Bancos, Emissoras de Rádio, Radialistas e jornal local entre outros.
Deu abertura o Radialista Sabará, o qual passou a palavra à Professora Sirlei. Ela manifestou sua alegria, satisfação
e agradecimento em nome da Comissão a que preside e do povo andiraense pela conquista desta área de terra dentro do
perímetro urbano, espaço este que será bem utilizado pela Administração Municipal.
Respondendo à Saudação o Ministro Paulo Bernardo disse que, prioritariamente teria passado pela Prefeitura Municipal,
onde se inteirou do magnífico Projeto do Sr. Prefeito José Ronaldo Xavier para ocupar a área de 14.500 metros
quadrados que ora o Município está recebendo da União.
Falou também sobre o levantamento que tem sido feito em outros lugares dessas áreas deixadas em conseqüência da
Privatização das Estradas de Ferro. Que grande parte é doada aos moradores, outras são transferidas a Empresas
particulares por serem de caráter comercial.
O Prefeito Municipal renovou o agradecimento e discorreu sobre o Departamento Municipal de Água e Esgoto, recém
formado, e outras obras importantes para melhorar o aspecto paisagístico da cidade, como a revitalização da Praça
Sant'Ana. Também falou sobre o re plantio de árvores ornamentais na Avenida Goiás.
A sessão foi encerrada com as assinaturas apostas no Documento Oficial de Cessão da Área de Terra acima citada pelas
autoridades presentes.
Em seguida, foi servido um excelente almoço a todos os convidados.
ANDIRÁ, 10 de setembro de 2010.
RELATOR: Prof.LUIZ FARIA
O que pensar do ensino hoje
Pesquisa e resumo por Luiz Faria
- De há muitos anos passados os Educadores de todos os países têm se preocupado sobre o que ensinar e o que as crianças deverão
aprender na escola.
- Num pensamento utilitarista e objetivo, poderíamos afirmar que os jovens deveriam aprender aquilo que os preparassem
para a vida, isto é, para o mercado de trabalho.
- Outros Educadores, entretanto, acham que o que importa é preparar os jovens para passarem no famigerado VESTIBULAR
e entrar para uma Universidade e se tornar DOUTOR não importa em que área.
- Há escolas que fazem questão de publicar o sucesso de seus alunos nos diferentes Vestibulares e fazem disso um
trunfo, como um enaltecimento da alta qualidade de Ensino que estão ministrando...
- Quem está certo e quem está errado? Só mesmo uma análise profunda da realidade irá responder.
a) Será que todos podem chegar a um Curso Superior?
b) E os jovens pobres, que precisaram arrumar um trabalho qualquer para ajudarem seus pais na luta para sustento da
família? Poderiam ter concluído um 2°Grau, prestar Vestibular e estudar numa Faculdade?
c) Vemos muitos favorecidos da sorte que os pais puderam encaminhá-los para Estudo Superior, vê-los formados e até já
exercendo um cargo de relevo no Mercado de Trabalho.
d) Mas, vemos também o contrário: jovens inteligentes e esforçados no 1°Grau, que conseguiram excelentes notas numa 7ª
ou 8ª Séries e que não puderam continuar seus estudos, por motivos financeiros...
Infelizmente, até há poucos anos, isso era um fato consumado: Quem tinha pai rico estudava, quem não tinha se
"lascava"...
CONCLUSÃO
Antigamente, a Escola se preocupava em transmitir ao jovem os Conhecimentos que a
Humanidade acumulou durante séculos: CIÊNCIAS, MATEMÁTICA, GEOGRAFIA, LINGUA PÁTRIA, LITERATURA, DESENHO GEOMÉTRICO,
ARTES, LINGUA ESTRANGEIRA, etc. etc.
Eram os famosos Programas de Ensino do GOVERNO difundido e fiscalizado pelo MEC. Isso hoje é proposto pelo Processo
Pedagógico de cada Escola que elabora os Programas e acompanha sua Execução.
Entretanto, a política do Processo Ensino-Aprendizagem está mudando. É o conceito de Educação Integral na Escola,
onde é possível o aluno ser informado sobre CIDADANIA, PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE, PREVENÇÃO DE ENDEMIAS,
PANDEMIAS, VACINAS, ORIENTAÇÃO SEXUAL, EDUCAÇÃO PARA O TRÂNSITO, HIGIENE PESSOAL E ORIENTAÇÕES PELA SAÚDE PÚBLICA, e
outros conhecimentos úteis ao cidadão.
15/8/2010
O CAMINHO DE VOLTA
Professor Luiz Faria
Frei HANS STAPEL é um franciscano de origem alemã que dedicou sua vida à recuperação de dependentes químicos de ambos
os sexos.
Este trabalho louvável, hoje, é realizado por uma Equipe Grandiosa de Voluntários pelo Brasil e pelo mundo.
Para entender melhor, acesse o site (WWW.fazenda.org.br) e veja que trabalho grandioso pela recuperação dos
dependentes químicos. Veja quantas vidas resgatadas do uso da DROGA: homens, mulheres e jovens de ambos os sexos...
No Boletim de maio deste ano, discorrendo sobre o sentido da Virtude da Esperança assim se expressa Frei Hans:
"Vivemos num tempo em que, a todo o momento, somos bombardeados com notícias de violência, insegurança, medo e outros
problemas. Os filmes prevêem o fim de tudo que conhecemos através de terremotos, maremotos ou meteoros...
Como cristãos, não podemos nos deixar influenciar por semelhantes previsões, porque elas não têm uma lógica e nem
fundamentação bíblica.
Aquilo que acontece neste ano, não implica necessariamente que aconteça no próximo ano ou na próxima década e assim
por diante. Precisamos ter Esperança de dias melhores.
"Sabemos que os primeiros cristãos não se deixaram abalar pelas dez perseguições do Império Romano que tudo fez para
destruir a Fé em Cristo e no seguimento das suas idéias de Amor a Deus e ao Próximo."
Frei Hans cita também o pensamento de um teólogo que costumava afirmar:"Se o mundo fosse acabar amanhã, eu correria
logo a plantar um pé de maçã". Indagado porque dizia isso, sempre dizia que a Esperança era sua maior aliada.
Imaginemos um jovem no fundo do poço, escravizado por uma necessidade tão forte da DROGA que o faz roubar a casa dos
pais para conseguir o dinheiro para adquirir a cocaína, a maconha ou o crak. São muitos os que acham que para ele já
não há Esperança. Mas, no seu íntimo, aquele jovem está gritando por socorro. Ele reconhece que já perdeu tudo, só
lhe resta a Esperança de voltar a ser o que um dia foi.
Por isso estamos nós aqui na FAZENDA DA ESPERANÇA, para devolver a vida àquele que está pedindo ajuda para voltar
a ser um ser humano normal...O Frei cita alguns pontos necessários para esse trabalho. É preciso haver uma ENTIDADE
RESPONSÁVEL, UM MÉTODO, UMA PRÁTICA RELIGIOSA, TRABALHOS MANUAIS, VIDA EM COMUNIDADE, INTERAÇÃO COM O GRUPO, além de
uma DISCIPLINA e BOA VONTADE do candidato à recuperação.
QUEM SÃO OS EXCLUIDOS?
Professor Luiz Faria
1. Excluídos são aqueles que não participam do convívio sócio-econômico-cultural e até religioso de uma Comunidade.
2. Razões Motivos e Soluções
- A Pobreza (Baixa Renda), Distância dos Centros Urbanos, Falta de freqüência a uma Escola ou a uma Igreja. Isso gera
o Complexo de Inferioridade que faz o individuo desejar ficar distante das pessoas como uma espécie de XENOFOBIA.
Nasce da comparação do modo de se vestir próprio e o dos outros; no modo de comunicar-se, de alimentar-se etc.
- Esses empecilhos, quase sempre se resolvem quando a pessoa passa a freqüentar uma escola e vai se integrando à
Comunidade. Vai assumindo pouco a pouco um estatus mais civilizado ou, pelo menos, mais adaptado ao comportamento
comum, o que o faz ir vencendo os complexos, levando-o a anular o sentimento inconveniente de exclusão social.
- Até aqui estamos falando de algo que presenciamos no nosso dia a dia.
Vejamos o caso de uma família que se muda da zona rural para a cidade. Lá eles tinham um modo de vida. Na cidade,
graças a influencia da Televisão e acesso a outros meio de comunicação, como o rádio, o jornal, o telefone fixo e
o móvel.
vai se adaptando e até modificando o seu comportamento social até se integrar ao meio urbano.
- Há que se incluir aí a Informática. Hoje, mais acessível às classes mais humildes, ela tem preparado jovens e
adultos para o mercado de trabalho. Numerosas famílias de operários, e até de trabalhadores rurais, já possuem um
computador.
-Temos observado que todo esse progresso no campo sócio-econômico-cultural não é tão praticável no campo religioso.
No primeiro caso, a família, por força das circunstâncias, ou seja, por uma questão de sobrevivência, precisou
adaptar-se a uma vida diferente da que levava na roça.
-Isso não se dá no campo religioso.
Talvez porque a religião, por ser de livre escolha de cada pessoa, não tem sido vista por alguns, como de extrema
necessidade. Ainda que o seja.
-Tudo é uma questão de Fé. Daí a grande necessidade da Catequese pelo Rádio. Parabéns aos nossos valorosos Sacerdotes,
tipo Padre Reginaldo Manzotti.
Precisamos fortalecer os fundamentos da Fé que recebemos quando crianças. Com o passar do tempo, eles vão sendo esquecidos e até negligenciados..
Como diz o Pe.Reginaldo Manzotti:"Evangelizar é Preciso!"E catequizar também!
O Rádio e a TV têm sido meios maravilhosos também para a INCLUSÃO SOCIAL. 25/4/2010
QUANDO HÁ LAMENTOS E NÃO SONHOS
Extraído da Folha de Andirá
Edição 372, data 02 de outubro de 2009.
Titulo: Envelhecimento
Transcrição:Professor Luiz Faria
O ser humano envelhece lentamente; primeiro envelhece o seu gosto pela vida e pelas pessoas.
Depois, pouco a pouco, tudo se torna tão real...
Conheces agora o significado das coisas. Sabes que tudo se repete tão terrível e fastidiosamente.
Isso já é sinal de velhice. Descobre que seu corpo já não é mais aquele corpo que lhe dava tanto prazer...
Que aquele homem, coitado, não é mais que um ser mortal, que, faça o que fizer, caminha para um final.
O corpo envelhece.
Nem tudo ao mesmo tempo.
Primeiramente envelhecem os olhos, depois as pernas, o estômago, ou o coração...
A saúde vai se abalando.
Uma pessoa envelhece assim, por partes.
A seguir,de repente, começa por envelhecer a alma.
Porque, por mais enfraquecido e decrépito que esteja o corpo, a alma ainda está repleta de desejos e de recordações;
ela ainda busca deleites e deseja sentir prazer. Quando acaba esse desejo de prazer, nada mais resta além de
recordações ou vaidade.
Então é que se envelhece de verdade, fatal e definitivamente.
Um dia acordas e esfregas os olhos: já não sabes porque acordaste.
Conheces com exatidão a Primavera ou o Inverno, os cenários habituais, o tempo, a ordem da vida...
Nada pode te acontecer de inesperado; o imprevisto não te surpreende mais, nem o invulgar, nem o que é horrível te
surpreende agora... porque conheces todas as probabilidades, tens tudo calculado, já não esperas nada, nem o bem nem
o mal.
Isso é precisamente a velhice...
Pare! Nem tudo está perdido! A idade, assim como o número de filhos, outrora foi um patrimônio natural de homens e
mulheres.
Os textos sagrados das grandes religiões costumam abençoar a prole e louvar a longevidade.
No Antigo Testamento, por exemplo, os heróis bíblicos são, quase todos idosos, que contam a vida quase em séculos,
carregando nos ombros uma experiência de muitos anos. Moisés, que conduz seu povo pelo deserto é o protótipo do herói
maduro, capaz de compreender que seus ombros "suportam o mundo".
A História registra vasta relação de pessoas que fizeram importantes contribuições pela humanidade quando já se
encontravam em idade avançada.
Podemos citar como exemplo: Sófocles, Victor Hugo, Cervantes, Leonardo da Vinci, Monet, Renoir, Goya, Cézanne,
Picasso e o grande Michelangelo.
Entre os brasileiros citemos:
Teixeira de Freitas, Sobral Pinto, Austregésilo de Athayde, Roberto Marinho, Barbosa Lima Sobrinho, Oscar Niemayer
entre tantos outros, até pessoas que conosco conviveram...
Homens se tornam velhos somente quando os lamentos substituem os sonhos.
PADRE PAULO SCHWEDA - CIDADÃO ANDIRAENSE 1970
Prof.Luiz Faria
Os nossos antigos contemporâneos de 1968, certamente se lembram da alegria do povo católico de nossa cidade, ao tomar conhecimento de quando a Câmara Municipal, por unanimidade, resolveu conceder ao Padre Paulo Schweda o Título de Cidadão Andiraense ou Cidadão Benemérito.
No Projeto de Resolução n 01/68 o Relator assim se expressava:
CONSIDERANDO os benefícios que a Comunidade Católica vem tendo com os ensinamentos de fé e religião, cooperando de
maneira admirável para a elevação moral e espiritual de nossa gente;
CONSIDERANDO que durante 22 anos de sua permanência entre nós, o referido sacerdote cumpriu assiduamente o seu dever,
sempre dando sua valiosa cooperação em tudo o que fosse para o bem e engrandecimento de nossa comunidade;
CONSIDERANDO que o estimado Padre, contribuiu para que a antiga Igreja se transformasse em UM TEMPLO MAJESTOSO, que
é hoje nossa IGREJA MATRIZ, demonstrando assim um exemplo de trabalho e dedicação;
CONSIDERANDO todos esses feitos notáveis realizado pelo Reverendíssimo Padre, a Câmara Municipal resolve:
Outorgar ao Reverendíssimo Padre Paulo Schweda, o Título de CIDADÃO ANDIRAENSE.
E termina no modo clássico:
Esta Resolução entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.
Sala das Sessões da Câmara Municipal de Andirá, 4 de janeiro de 1.968.
Seguem-se as assinaturas
Eurides Brandão - José Pedro Vieira Xavier - Olavo Arieta Negrão - Domingos Perugini (Presidente da Comissão).
Informação:
Título entregue em Sessão Solene no dia 04 de abril de 1970 - Dr. João Adirson Ramos - Presidente da Câmara Municipal
No ano de 2008, fez 40 anos que Pe Paulo entregou o comando da Paróquia ao Pe Arno Luiz Eckert.
Pelo documento acima, vemos que ele encerrou com chave de ouro seu brilhante trabalho em Andirá como sacerdote
católico, Pároco que atendeu sozinho por 22 anos, entre 6.000 e 8.000 católicos que compunham nossa Paróquia de
São Sebastião.
Padre Paulo faleceu em 08/08/1974. Por seis anos, se alegrou em ser Cidadão Andiraense... A todos os que o visitavam,
mostrava com orgulho aquele Título na parede.
Ele, deixou sua Pátria distante, a Alemanha, e veio dedicar o resto
dos seus anos de vida ao nosso povo... Podemos esquecê-lo assim?
Ele, sendo estrangeiro, se tornou um de nós.
Que ideal bonito!!!
A BANDEIRA E O HINO - DOIS SÍMBOLOS DE ANDIRÁ
(Discurso de Nelson Possetti)
Pronunciamento do Professor Nelson Possetti no dia 06/05/85, por ocasião da promulgação da Lei 769 (mesma data) que
oficializou o Hino a Andirá,sendo Prefeito o Dr.Alarico Abib.
Como não há religião sem Deus, da mesma forma, não há patriotismo sem um símbolo, sem uma bandeira, sem um hino...
Para um país, com uma Educação já estruturada dentro de um conceito patriótico, parece fácil, mas, para um Município,
pode parecer um gesto que traz em seu bojo muita responsabilidade e um compromisso com as gerações futuras.
Como o Hino Nacional brasileiro celebra a imagem poética de um Gigante Adormecido em Berço Esplêndido, lembrando a
vista de um dos morros do Rio, o Hino a Andirá celebra o verde alegre dos cafezais em 1969, data da sua confecção,
sendo Prefeito o saudoso Mauro Cardoso de Oliveira.
O Maestro Aparecido Bonesso, veio morar em Andirá em agosto de 1952 ; aqui se estabeleceu e constituiu família,
exercendo com absoluta gratuidade seus dons de músico e de poeta.Grande admirador de Andirá, foi também um
municipalista munido de elevado sentimento comunitário.
Digo isso para aqueles que imbuídos de idéias materialistas, indagam porque um simples cidadão andiraense usou sua
capacidade intelectual para celebrar nossa cidade com um Hino que se tornou Oficial.
Simplesmente, respondo eu, graças a seu esforço pessoal e a sua experiência adquirida em Guaraçaí (SP), onde tocara
na Banda daquela cidade, é que foi convidado a reger a Banda Municipal de Andirá.
O Hino a Andirá celebra não só o verde dos cafezais, como traz na sua mensagem todo o carinho e sentimentos de um
poeta pela terra que o acolheu e que ele dizia ser sua segunda terra natal. Celebra ainda o desejo de aqui viver e
trabalhar em harmonia com os ideais da causa coletiva. Celebra um povo pacífico e acolhedor, que não nega partilhar
nossas belezas naturais, que abre os braços acolhedores àquele que chega e o convida a ser mais um na multidão dos
que amam Andirá. É esse povo laborioso,hospitaleiro,forte e gentil, amante de sua origem rural e comercial simbolizada
pela preservação da Estaçãozinha de Ingá. É esse povo que Aparecido Bonesso deseja homenagear com a belíssima letra do
seu Hino a Andirá.
NOTA: Revisão e adaptação do texto original publicado pela Tribuna Andiraense em 12/05/96 por Prof.Luiz Faria
Uma reflexão para nossos dias
Luiz Faria
A cada dia sentimos que estamos vivendo novos tempos.
Estes tempos de hoje são diferentes dos nossos velhos tempos. Nós somos do
século que passou. E o passado pode até ser lembrado, mas voltar, não volta!
A autoridade dos pais era outra. O conceito de "respeito"
era bem outro. A escola era outra. Os alunos eram outros e os professores
também. Muitos alcançaram o tempo da "palmatória", que, segundo alguns educadores
modernos, era um abuso de autoridade.
Os professores
de hoje é que levam a "palmatória". Quanto disparate!
Querem
saber de uma coisa? Até a prática da religião era outra. As pregações
que ouvíamos dos padres nos púlpitos eram bem diferentes.
Quem
mandou ficar velho? Alguém irá contestar.
Realmente,
mas não se trata de velhice. Vamos descobrindo que precisamos criar
um novo documento para nele espelhar-nos. Este documento se chama "conceito".
Rever nossos conceitos, significa mudar de opinião por força das circunstâncias.
Já que não podemos mudar os usos e costumes dos nossos tempos, precisamos nos
adaptar ao novo uso, mesmo contrariando nossa natureza.
Você, meu amigo, minha amiga, está disposto a rever os seus conceitos?